Opinião do Especialista

Por que Usar uma Webcam Cover (Paulo Pagliusi)

Publicado por Paulo Pagliusi

Ninguém está livre de olhares alheios e é fato mais do que comprovado que você pode ser espionado pela sua webcam. Hackers ou adolescentes entusiastas da TI têm acesso a ferramentas fáceis de se usar, incluindo técnicas de phishing para “sequestrar” câmeras de pessoas inocentes, armazenar imagens e vídeos delas em situações embaraçosas que, na maioria das vezes, são enviadas para sites mal intencionados.

Além disso, há também vários registros de espionagem de governos e agências estatais de inteligência. Isso acontece não só em câmeras web tradicionais de computador ou nas embutidas no laptop, mas também em smartphones – inclusive quando desligados, pois há ferramentas maliciosas que agem nos celulares em modo de hibernação.

Muitas pessoas acham que suas vidas não são tão interessantes assim para serem espionadas, mas na verdade é muito fácil que alguém consiga infectar seu dispositivo e invadir sua privacidade visando alguma vantagem indevida.

Diante do exposto, só confie na sua câmera quando você a estiver usando por algum motivo, como para tirar selfies ou conversar no Skype, e lembre-se sempre que, mesmo com a luz indicadora da webcam informando que ela está desligada, o problema não está resolvido. Daí a importância do uso de uma capa deslizante para proteção de sua câmera web – ou seja, uma Webcam Cover.

Sobre o autor

Paulo Pagliusi

Paulo Pagliusi, Ph.D., CISM

Sócio de Technology Risk Consulting da KPMG
Chairperson do Comitê de Segurança da ABINC
Diretor da ISACA Rio de Janeiro Chapter

Paulo Pagliusi é um dos palestrantes mais requisitados atualmente, tendo se apresentado em mais de 200 eventos.

Consultor Ph.D. in Information Security, pela Royal Holloway, University of London, Mestre em Ciência da Computação pela UNICAMP, Pós-Graduado em Análises de Sistemas, pela PUC - RJ, Paulo Pagliusi é também CEO da Pagliusi Cibersecurity, Vice-Presidente da CSABR (Cloud Security Alliance Brasil) e Vice-Presidente da ISACA (Information Systems Audit and Control Association), Rio de Janeiro, onde obteve a certificação internacional CISM (Certified Information Security Manager).

Atua há mais de 20 anos com segurança da informação, como coordenador e consultor em projetos, cursos e eventos, em organizações como: ITI e GSI - Presidência da República, Ministério da Defesa, Marinha, Petrobras, FINEP, AGU, Receita Federal, SERPRO, IRB-Brasil Resseguros, Fundação Atech e Ezute, nos temas de: governança de segurança da informação, gestão de riscos e auditoria de TI, estratégia e gestão de riscos cibernéticos, privacidade & proteção de dados, consciência situacional cibernética para Conselhos, resiliência de sistemas de informação, cloud computing e fraudes na Internet.

Vencedor do 8º Concurso Inovação na Gestão Pública Federal, recebedor do 5ª Prêmio “A Nata dos Profissionais de Segurança da Informação”, e dos Prêmios “Personalidade Brasileira Dos 500 Anos” e “Destaque Profissional 500 Anos de Brasil”. Com nome citado na RFC (Request for Comments) 5106 (2008), da IETF (Internet Engineering Task Force), é autor de vários artigos especializados e também do livro: Internet Authentication for Remote Access - Authentication Solutions for Internet Remote Access Networks Aiming Ubiquitous Mobility. Scholar's Press, Alemanha, 2013. Referência para o governo brasileiro como especialista no caso Snowden, durante as audiências públicas da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal criada para investigar a espionagem norte-americana. É um dos mentores do Cyber Manifesto, que tem o objetivo de estimular o apoio e a criação de uma visão compartilhada para proteger o Brasil de ataques cibernéticos.

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