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Ataques no Ceará, o que sabemos e o que falta saber

Publicado por Site da Segurança

Bandidos voltaram a cometer ataques nesta terça-feira, 14ª noite seguida de ações criminosas no Ceará. Foram confirmados 206 ataques em 46 dos 184 municípios cearenses. Áudios compartilhados entre membros de facções do Ceará revelaram que as ordens para as ações contra ônibus, prefeituras e prédios públicos partiram de presidiários. Entenda o que se sabe e o que ainda falta saber sobre a onda de violência.

Quantos ataques já ocorreram? Onde foram?

Desde a noite de quarta-feira (2), ocorreram 206 ataques. A onda começou em Fortaleza, foi para a Região Metropolitana e também se espalhou pelo interior do estado.

Já são pelo menos 46 cidades com registros de ações criminosas: Fortaleza, Tianguá, Pacatuba, Horizonte, Maracanaú, Caucaia, Pindoretama, Eusébio, Aquiraz, Morada Nova, Marco, Jaguaruana, Canindé, Piquet Carneiro, Morrinhos, Aracoiaba, Limoeiro do Norte, São Gonçalo do Amarante, Baturité, Juazeiro do Norte, Guaiúba, Acaraú, Massapê, Pacajus, Ibaretama, Icapuí, Pacoti, Sobral, Jijoca de Jericoacoara, Quixadá, Tabuleiro do Norte, Varjota, Barroquinha, Icó, Chorozinho, Reriutaba, Crateús, Iguatu, Aracati, Chaval, Itatira, Maranguape, Umirim, Forquilha, Tururu e Saboeiro.

Há vítimas?

Dois suspeitos foram mortos durante uma troca de tiros com a polícia ao tentar incendiar um posto do Detran em Fortaleza, na madrugada de domingo (6). Um policial militar também foi atingido no braço no confronto.

No dia 7 de janeiro, o instrutor de uma auto escola ficou ferido após o carro em que ele estava ter sido incendiado por criminosos no Bairro São Cristóvão, em Fortaleza. Ele foi socorrido para um hospital da capital.

Outras quatro pessoas ficaram levemente feridas em ataques incendiários. Um casal de idosos e um motorista sofreram queimaduras em um ataque em Fortaleza, e um motorista ficou ferido em Sobral.

O que motivou os ataques?

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou que a nomeação do novo secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, provocou a onda de ataque. Segundo André Costa “a criminalidade já conhecia o trabalho” do novo gestor da pasta que administra os presídios do Ceará.

“Só a indicação dele já causou essa reação dos criminosos. O Governo do Estado do Ceará já conhecia o trabalho do secretário no Rio Grande do Norte. Obviamente também a criminalidade já conhecia já que é um estado vizinho e próximo”, afirmou André Costa.

Até janeiro deste ano, o estado não tinha uma pasta específica para administrar os presídios, a Secretaria da Administração Penitenciária foi criada apenas em 1º de janeiro, quando tomou posse o governador reeleito do Ceará, Camilo Santana.

O governador afirmou que desvincular a administração penitenciária da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e criar um órgão somente para isso era uma forma de dar mais atenção à segurança, área que ele considera um dos desafios no novo mandato.

Fonte: G1

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