Opinião do Especialista

25 anos depois o Tolerância Zero de NY será aplicado no Rio de Janeiro (Telius Memoria)

Publicado por Telius Memoria

Por estes dias, esteve no Rio o ex Prefeito de Nova Iorque, Rudolph  Giuliani, idealizador do conhecido programa de segurança “tolerância zero”, por ele implantado naquela cidade com grande sucesso. Fez uma palestra e após o Governador do Rio assinou um convênio com a Fecomércio sobre este assunto. O “tolerância zero” aconteceu em 1990, há 25 anos passados e o mundo o comentou e estudou, porque foi uma novidade em termos de segurança pública que tirou NY de um escândalo de criminalidade, colocando a cidade entre as mais seguras dos Estados Unidos. Fiquei a me indagar: porque nestes 25 anos, nossos governantes não se interessaram por estudar e aplicar, adaptadamente este programa?  Por que? Será que poderemos dele esperar alguma melhoria na segurança pública ? Certamente Giuliani não trouxe nenhuma novidade.

O que de verdade vivemos é um incremento na criminalidade. Crime não é assunto só de polícia e nem esta, sozinha, pode resolvê-lo.”Tolerância zero” não foi um programa somente policial e, sim, de segurança pública. Claro que o aumento da criminalidade tem forte ligação com a ineficiência do aparato de segurança. Mas esta ineficiência certamente demonstra uma ineficiência do governo, pois a polícia depende do governo. Ao permitir a escandalosa favelização da nossa cidade, o governo criou para todos um problema de segurança, moradia, mobilidade, higiene, de dimensões assustadoras, que hoje aflige a todos. A desorganização evidente da cidade do Rio do Janeiro vem maculando a linda imagem da cidade maravilhosa, imagem que lutamos desesperadamente para manter.

Segurança é parte da Ordem Pública e esta envolve todos os setores da vida pública e privada, responsabilidade do Governo. Tem sido comum responsabilizar exclusivamente o aparato de segurança pela violência, mas trata-se de uma visão meramente popular. O combate ao crime envolve inúmeras providências, inclusive uma legislação adequada ao momento, como feito em países que passaram por crises neste campo o que, ao meu ver, ainda não compreendemos.

Sobre o autor

Telius Memoria

TELIUS ALONSO AVELINO MEMORIA

Advogado

1965/66 - Delegado de Polícia e Comissário Chefe da Seção de Investigação da Delegacia de Vigilância do Estado da Guanabara (Autoridade Policial Civil)

1967/68 - Diretor da Penitenciária Professor Lemos Brito, da Secretaria de Justiça do Estado da Guanabara.

1972- Eleito Presidente da Associação do Ministério Público do Estado da Guanabara.

1972- Promovido por merecimento ao cargo de Promotor Substituto do Ministério Público do Estado da Guanabara.

1974- Promovido por merecimento ao cargo de Promotor Público do Ministério Público do Estado da Guanabara.

1975/78 - Nomeado Diretor-Presidente da Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro (empresa pública). Responsável pela organização do atual Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Dispensado a pedido.

1980/81 - Assistente do Procurador Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

1981/83 - Assessor Jurídico do Secretário de Estado de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.

1986- Promovido ao cargo de Procurador de Justiça, titular da 3ª Procuradoria de Justiça junto à 1ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal.

1996/2015 -Conselheiro da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Membro do Conselho Empresarial de Segurança Pública , Ética e Cidadania.

1 Comentário

  • Parabenizando toda e qualquer instituição celebrante da vida e da paz .a integridade cidadã, moral humana e honra nacional ou Brasileira irá prevalecer mais rápido que pedimos pois precisamos. Fatores sucumbidos como dignidade humana, trouxe liberalismo para características distorcidas em diversos quesitos imprescindíveis, negado até esta hora como a habitação. Fator primordial distorceste para toda e qualquer análise sobre jeitinho, tem nada haver.
    Todo grupo de habitação precisa hoje análise tolerável como limitação habitacional para o solo. Habitação, segurança, saúde, exigem espaçamento, engenharia, tecnologia e umbridade postura esta que passa existir quando o estado passa saber quem ele é porque existe e para que serve. Cidadania e para hoje toda e qualquer displasia será sucumbida com a autoridade de um estado que identifica a vida como fator primordial de toda e qualquer ação descaracterizando toda e qualquer situação sub-humana de vida entendendo que beco e viela em qualquer local do solo e deverá ser antigos traços para urbanização orquestrando capacidade do solo com limites pré traçados objetivando urgências e emergências identificação de áreas residenciais e urbanísticas ecológicas critérios da civilização moderna em um Brasil tão grande que permita o engrandecimento do pensamento, legalidade, cidadania e harmonia entre munícipes amantes de uma realidade possível e já bem vinda. – JMO – RH, HUMANAS, REAIS

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