Opinião do Especialista

A realidade da segurança nas escolas (Paulo Albuquerque)

Publicado por Paulo Albuquerque

Tenho uma forte convicção que se perguntarmos a alguns adultos “o que é mais importante na sua vida?”, a maioria responderá: “a família”, ou “os filhos”. Poucos dirão que o mais importante seja o carro, o computador, ou a mobília da sala. Alguns talvez digam “o trabalho”.

Os banco possuem imensos cofres super seguros para proteger enormes quantias de dinheiro, além disso, existem vigilantes armados, e ainda um seguro. Dessa forma o banco tem os riscos bem dimensionados e controlados. Exceto claro, se algum cliente ou funcionário se machucar durante um assalto.

E uma escola? Já que estamos entregando nossos filhos, que são a coisa mais importante da nossa vida sob a guarda desta instituição, estamos supondo, obviamente, que eles estão muito seguros.

Afinal, cada escola tem de trezentas a mil crianças sob guarda, ou seja, são trezentas ou mil famílias que entregam seu item mais precioso em um único lugar, durante 5 ou 6 dias por semana, durante 10 meses por ano. Crianças entrando e saindo nos mesmos horários.

Será que as escolas estão realmente preparadas para proteger seus alunos, ou os pais não querem encarar a crua realidade?

Lhe afirmo, caríssimo leitor, de forma categórica, que apenas algumas poucas escolas se preocupam com isso, como se fossem responsáveis apenas sobre o aprendizado. Existe, portanto, uma “negação” por parte de muitos de que a violência existe, que acidentes acontecem. Mas se a direção desses colégios lesse apenas as notícias de jornal (que citam apenas ALGUNS POUCOS casos), já teriam outra visão da realidade.

Dia 8 de abril, foi o aniversário da tragédia de Realengo. Se passaram cinco anos desde o dia em que um louco entrou armado em um colégio em Realengo, bairro do Rio de Janeiro e matou 12 crianças. De lá para cá, nada mudou. A culpa ficou dissolvida entre o assassino, que era doente mental; sua família, que não lhe dava os remédios necessários; o estado, que evita à todo custo internar pacientes psiquiátricos, e que também desarmou a população; bem como a segurança da escola, que falhou fragorosamente em não impedir a entrada do assassino em suas dependências, como também por não ter segurança armada para impedir que ele cometesse essa tragédia. É quase impossível se parar agressores armados sem seguranças armados, fica ai a dica.

Vou sublinhar novamente: O que mudou desde então? Pouco ou nada. Parece que está tudo bem, que nada aconteceu, e parece que só aconteceu aquele fato isolado.

A péssima notícia, e que é necessário reforçar, é que violência escolar não é apenas um fato isolado, não há apenas um louco entrando armado a cada cinco anos. São diversos incidentes diferentes, ocorrências de todos os tipos, os quais posso citar alguns, que podem ser facilmente verificados na internet, e que se repetem em um ciclo infindável.

Alunos brigando entre si, e os inspetores tendo que intervir sem ferir nenhum deles.
Alunos agredindo professores.
Pais querendo forçar uma entrada não autorizada no colégio.
Tentativas de sequestro. Alguns casos terminando em morte.
Rapto de aluno, ou pelo pai ou pela mãe (que é separado e não está autorizado a pegar o filho no colégio).
Subtração de material do colégio (livros, notebooks, etc)
Subtração de itens pessoais de alunos e professores.
Subtração de itens de alunos, por outros alunos, o que é outro tipo de problema.
Bullying físico
Bullying virtual
Ameaças externas armadas
Crianças armadas
Assédio Moral
Assédio Sexual
Incêndio
Depredação de patrimônio
Assaltantes nas ruas à frente do colégio
Etc e etc.

Dificilmente haveria um assalto ao colégio buscando por grandes quantias de dinheiro, já que os pagamentos  não são efetuados na escola. No entanto, já houve invasão de colégio por parte de marginais armados, para roubar celulares e outros itens de alunos.

Ou seja, ao contrário de um banco, onde acontecem assaltos em busca de valores financeiros, a segurança de um colégio deve proteger um número muito maior de pessoas, que apresentam tipos de riscos diferentes, com escala de respostas diferentes. Muitas vezes a escola não tem um muro alto, nem vidros blindados, e possui apenas um inspetor, sem nenhum tipo de treinamento de segurança, devo acrescentar.  E este treinamento é o que separa a vida e a saúde do seu filho e de outras centenas de crianças de crimes horrendos, e algumas situações vexatórias.

A Kombato Ltda iniciou um tour por colégios do Rio de Janeiro e, em breve, em outras cidades, buscando aperfeiçoar todos os ângulos possíveis de segurança, reduzindo ao máximo os riscos, através de um treinamento de qualidade. A mesma qualidade que temos aplicado nestes últimos 17 anos de empresa no GSI, treinando a segurança da presidência da República, Rede Globo de Televisão, Marinha do Brasil, Enfam,  etc.

Se você tem a visão da realidade e pretende implementar maior segurança para seu colégio, agende uma entrevista com a equipe da Kombato para podermos conhecer sua instituição. Estudaremos seu caso para dar o melhor treinamento. Iremos abordar diversas questões, como horários de entrada e saída dos alunos; estudar os pontos vulneráveis; entrevistar sua equipe, se  nela existem seguranças armados; explorar banco de dados, e muitas outras coisas. Ao final, garantimos que sua escola estará muito mais segura. O que será um diferencial das demais e uma atrativo a ser divulgado aos pais e futuros clientes. A instituição depois de treinada, poderá constar no nosso site da Kombato, o que chancela e divulga que seu colégio é uma instituição segura.

E lembre-se: Não existe nada que possa remediar os riscos de violência ou outros riscos, quando se trata da vida de crianças. Não existe retorno, não existe segunda chance. Seus filhos, seus alunos precisam desta segurança.

 

Sobre o autor

Paulo Albuquerque

Meste Paulo estudou diversas artes, mas notou que faltava um elemento importante, as armas. Em 1986, viu pela primeira vez Greg Alland, em passagem pelo Brasil, ministrando uma demonstração. Decidiu então que iria dominar esta técnica. Foi aos Estados Unidos da América atrás de mais conhecimento e desde 1995, ensina combate com facas no Brasil, sendo o pioneiro e grande especialista no assunto. Depois de ser o primeiro graduado em Pekiti Tirsia no Brasil, uma escola de Kali, continuou se aperfeiçoando e estudando outras lutas e técnicas. Refletindo sobre a aplicabilidade das técnicas, decidiu tratar o assunto de forma matemática, testando com sucessos e fracassos cada uma delas, em situações e testes os mais reais possíveis. Destes conflitos quase reais, herdou algumas cicatrizes. Sua metodologia foi tratar o assunto de forma científica, usando estatística. Aos 21 anos fundou o Kombato e foi pesquisando até 1998 quando começou a ensinar Kali e defesa pessoal na rede Globo de televisão (onde está até hoje), e aprendeu muito sobre segurança.

Para aperfeiçoar a técnica, Mestre Paulo Albuquerque trocou conhecimento com lutadores e especialistas de segurança de diversos países: americanos, russos, israelenses, alemães, dinamarqueses, japoneses. Visitou e entrevistou diversos profissionais da área para agregar suas vivências, visitando até mesmo presídios, para tornar o Kombato o mais eficaz possível.

Comente